O Robalo, á pluma.


"...Aqui explico pontos importantes acerca desta vertente da pesca à pluma.

1 - Uma PLUMA não tem de ser necessariamente um insecto, apenas o é para a pesca da truta e outras espécies como a carpa, barbo, etc

2 - Uma PLUMA para o ROBALO não é propriamente uma pluma que flutue e esteja estática, muito pelo contrario. Esta pode imitar um pequeno peixe, ligueirão, uma petinga, até um caranguejo se for cecessário e é trabalhada de uma forma agressiva de maneira a irritar o peixe em fuga. Estas plumas que imitam peixes chama-se STREAMERS 

3 - À pluma não podemos apenas pescar na superfície, o normal é pescar-se entre 1 e 2 metros ainda que com a ajuda de linhas especiais de ponta afundante poderemos pescar ainda a mais profundidade.

4 - Para mim, um streamer imita melhor um peixe que esses pingalins que conheço bem. Um streamer bem trabalhado atrai com mais facilidade um robalo que um pingalim.

5 - Os streamers para o ROBALO podem variar em tamanho. Os mais pequenos que uso têm 8cm e os maiores 20cm que permitem imitar um lingueirão ( por exemplo para pescar o espadarte à pluma são utilizadas plumas de 30cm e ás vezes até mais).

6 - A profundidade a que vamos trabalhar a pluma depende das condições, mas é claro que o normal é trabalhar a pluma a uma profundidade máxima de 1,5 m

7 - Nos meses de maior actividade podemos utilizar plumas de superfície, POPERS pode exemplo, praticamente iguais aos que se utilizam na pesca do achigã.

8 - A unica desvantagem da pesca à pluma é o facto de estarmos limitados na distancia de lançamento e na profundidade em que trabalha a pluma. Como é lógico não poderá jamais competir com a pesca utilizando iscos naturais. Mas, como ja disse anteriormente não é uma questão de tirar mais ou menos peixe, é a questão de o tirar à pluma..."

Enviado ao grupo a 08-05-03 por José Rodrigues